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Antipirataria

Realizada “Operação 404” contra pirataria digital

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Em uma ação conjunta do Ministério da Justiça, Segurança Pública e das polícias civis de 11 estados do país, com a colaboração das embaixadas dos Estados Unidos e do Reino Unido no Brasil, a quarta edição da “Operação 404” contra pirataria digital, cumpriu hoje 30 mandados de busca e apreensão contra suspeitos de transmitir ilegalmente conteúdo na internet.

Com foco nos aplicativos de música, que geraram 10,2 milhões de downloads ilegais – de acordo com matéria publicada no Portal G1 – a operação bloqueou mais de 700 sites e apps de streaming ilegais, que dão um prejuízo estimado de 366 milhões de reais por ano.

Foram bloqueados 461 aplicativos de streaming pirata – dos quais 65% tinham informações pessoais dos usuários, uma vez que os aparelhos adquiridos para download eram providos de um malware de captura de dados – e 266 sites – sendo que seis eram dos EUA e 53 do Reino Unido -, além de terem derrubado diversos perfis e páginas de redes sociais e de buscadores da internet.

A primeira edição da operação foi deflagrada em 2019, em 12 estados, cumpriu 30 mandados de busca e apreensão e bloqueou 210 sites e 100 apps de streaming ilegal de conteúdo. A segunda etapa foi em novembro de 2020, em 10 estados, com 25 mandados de busca e apreensão e bloqueio de 252 sites e 65 apps. A terceira fase ocorreu em julho de 2021, em 08 estados com 11 mandados de busca e apreensão, resultando no bloqueio de 334 sites e 94 apps.

O objetivo da Operação 404 é conter a violação dos direitos autorais, crime que visa pena de reclusão – de dois a quatro anos e multa – para aqueles que distribuem o conteúdo visando obter lucro. Já para quem compra ou consome conteúdo ilegal, a condenação à detenção é de três meses a um ano ou o pagamento de multa.

Desta vez, os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos seguintes estados: Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.

O blog “Sou Legal” foi criado para informar e discutir os riscos e impactos do acesso ilegal aos canais de TV por assinatura.

Antipirataria

Brasil vence prêmio da UIT por inovação da Anatel no combate à pirataria

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Brasil vence prêmio da UIT por inovação da Anatel no combate à pirataria

O Brasil ganhou mais um prêmio internacional por seu combate à pirataria audiovisual. O país conquistou o WSIS Prizes 2026, concedido pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), órgão da Organização das Nações Unidas (ONU), por meio das atividades do Laboratório de Inovação em Tecnologias Emergentes da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Fonte: Tela Viva  I Por Fernando Lauterjung I    Imagem: Pixabay

A iniciativa é liderada por fiscais de campo da agência, que desenvolvem ferramentas digitais voltadas para o monitoramento de espectro, conformidade e supervisão regulatória. O foco do projeto está na criação de soluções práticas para aprimorar a eficiência, a precisão e a capacidade de resposta das ações da Anatel.

Entre as principais tecnologias empregadas estão os sistemas automatizados de detecção e classificação de emissões de radiofrequência. O laboratório também utiliza raspagem de dados da internet combinada com análise de informações e inteligência artificial para monitorar as vendas de equipamentos de telecomunicações em mercados online. As ferramentas de apoio analítico à fiscalização permitem uma identificação mais rápida das irregularidades, o direcionamento otimizado de recursos e tomadas de decisão mais consistentes.

Segundo a descrição oficial da iniciativa, os resultados englobam melhorias em eficiência operacional, com a redução da carga de trabalho manual e o aumento da qualidade nas inspeções. O alcance do projeto ultrapassa os limites internos da agência e colabora para a entrega de serviços mais confiáveis, mitigação de interferências e a promoção de um ambiente comercial mais justo e equilibrado.

Com o fortalecimento da capacidade de regulação do Estado, o uso dessas tecnologias emergentes beneficia indiretamente a sociedade, sobretudo as populações desassistidas que dependem de uma conectividade acessível e segura.

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Antipirataria

Sites piratas de anime são mais perigosos que golpes online, diz jornal

Sites piratas de anime são mais perigosos que golpes online, diz jorna Folha de São Paulo

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Imagem: Canva

Sites P2P podem ter até 100 vezes mais riscos de conter malware, diz estudo

Fonte: Omelete I Igor Pontes

Uma reportagem da Folha de São Paulo divulgou um estudo sobre os riscos da pirataria digital no Brasil. A pesquisa concluiu que sites piratas podem oferecer até cem vezes mais perigo do que plataformas regulares.

Entre os malefícios possíveis estão downloads não solicitados, comprometimento da rede e infecção por malware — softwares maliciosos que danificam e roubam dados. Os ambientes mais perigosos incluem redes de compartilhamento, plataformas de anime, portais fraudulentos e sites de streaming piratas.

O levantamento foi assinado por Paul A. Watters, da Universidade Macquarie, na Austrália, e divulgado pela Motion Picture Association, organização que representa os principais estúdios de cinema e televisão de Hollywood. A pesquisa analisou os trinta sites piratas mais populares em sete categorias e comparou os resultados com plataformas legais. Na média, os sites piratas apresentaram risco 29 vezes maior.

A disparidade varia conforme o tipo de serviço. Sites P2P (torrent) podem ser até cem vezes mais arriscados. Plataformas de anime chegam a oitenta vezes mais risco. Sites de golpes atingem 67 vezes, e portais de streaming pirata, 63 vezes. Retransmissões ilegais de IPTV (canais de TV) podem ser 35 vezes mais perigosas, enquanto sites de pirataria esportiva chegam a 26 vezes. Assinaturas piratas de IPTV ficam na faixa de até dez vezes mais risco.

O estudo também destaca que, no mercado brasileiro, há grande circulação de dispositivos de streaming ilegais (ISDs), importados já com malware ou sistemas inseguros de fábrica, facilitando o comprometimento de redes domésticas.

Segundo a Motion Picture Association, os dados evidenciam a necessidade de fortalecer estratégias públicas e privadas de proteção ao ambiente digital e, por consequência, valorizar as obras audiovisuais originais.

Imagem: Canva

 

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