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Antipirataria

IPTV pirata SetTV pagará U$130 milhões em indenização

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IPTV pirata SetTV

De acordo com notícia veiculada no site Tecnoblog, a IPTV pirata SetTV foi condenada mais uma vez e seus três proprietários Jason LaBossiere, Sean Beaman e Stefan Gollner têm que pagar indenização de 130 milhões de dólares à emissora americana DISH Network.

Em 2018, a SetTV já havia sido condenada a pagar 90 milhões de dólares à mesma emissora e, uma liminar emitida na época, proibiu a empresa de operar qualquer tipo de serviço dessa natureza, após a multa.

Os processos

Após o processo em 2018, a SetTV, foi retirada do ar por transmitir ilegalmente programas da DISH Network, o que viola a Lei Federal de Comunicações dos EUA.

No entanto, a empresa infringiu a liminar emitida ao lançar uma nova plataforma pirata, com assinaturas ExpediteTV, Mundo TV e Must TV.

Assim, uma nova ação foi movida em um tribunal da Flórida, pela DISH Network em conjunto com a Sling TV e NagraStar, que alegaram que os três proprietários da extinta SetTV estavam novamente com negócios de IPTV pirata.

O pedido de indenização foi feito em abril, com base na Lei Federal de Comunicações dos EUA, e mais uma vez os sócios acusados recorreram, individualmente, cada um com sua própria defesa.

Mesmo com tentativas de derrubar a ação, o processo concluiu que realmente houve violação dos termos acordados anteriormente e, portanto, os acusados devem pagar a indenização de US$ 130 milhões.

Além do pagamento, uma nova liminar proíbe os três sócios de receberem a programação de televisão da DISH Network e Sling, via satélite ou internet, sem autorização, assim como não podem retransmitir via ExpediteTV, Mundo TV, Must TV ou de qualquer outro serviço.

Antipirataria

Polícia espanhola tira do ar rede de pirataria

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Na última semana, a polícia espanhola tirou do ar uma rede de pirataria, com mais de 500 mil usuários, que distribuía conteúdo em pelo menos seis países. De acordo com as autoridades, em matéria no Canaltech, o sistema disponibilizava irregularmente, mais de 2,6 mil canais de TV e 23 mil filmes e seriados via streaming, com lucro de 3 milhões de euros por ano, cerca de R$ 16,9 milhões.

A ação, que foi realizada entre as autoridades espanholas e a Europol, removeu o sistema do ar bloqueando 32 servidores que permitiam o funcionamento do serviço e identificou os revendedores – 95 parceiros comerciais da rede na França, Reino Unido, Chipre, Grécia, Malta e Portugal, além da própria Espanha.

Além do fechamento do serviço, a operação resultou na prisão de quatro pessoas, apreensão de equipamentos de tecnologia, 2.800 euros (cerca de R$ 15,8 mil) e carros, com valor acumulado de 180 mil euros – ou mais de R$ 1 milhão.

A rede de pirataria funcionava desde 2012 e já havia sido alvo de bloqueio, mas permaneceu no ar por ter infraestrutura em diferentes países e registros em nome de empresas falsas.

A operação

A operação espanhola começou em 2020, após denúncia feita pela ACE (Aliança pela Criatividade e Entretenimento), empresa que reúne os canais Disney, Apple, Fox, Discovery, HBO e outros serviços de streaming e distribuidoras.

A rede de pirataria captava o conteúdo por meio de senhas roubadas, divulgadas na internet, ou assinaturas fraudulentas. A compra legítima de pacotes pelos responsáveis do esquema era o recurso para disponibilizar o material, que depois era vendido por meio de assinaturas em redes sociais, marketplaces e grupos de mensagens, para ser utilizado em smartphones, smart TVs e TV Box.

Após as vendas, o dinheiro era lavado e utilizado na compra de imóveis, carros e outros bens ou enviado para paraísos fiscais.

As investigações, segundo o canal Bleep Computer, continuam na busca por outros líderes e integrantes importantes da rede de pirataria, que podem atuar tanto em território espanhol quanto em outros países da Europa.´

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20 mil sites piratas são bloqueados em todo o mundo

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Na última semana, a Associação de Cinema dos Estados Unidos (Motion Pictures Association – MPA), representante dos maiores estúdios de Hollywood e da Netflix, divulgou que mais de 20 mil sites piratas de filmes e de séries já foram bloqueados em todo o mundo. Em 2019 foram 4 mil páginas removidas, número que quintuplicou, em apenas três anos.

No total, são mais de 75 mil domínios removidos ou bloqueados por operadoras, empresas de hospedagem e outras organizações do setor – uma vez que diferentes endereços levam a um mesmo site, assim como existem páginas cujas jurisdições locais não permitem sua retirada.

A MPA trabalha com 39 países – entre eles o Brasil – nas operações de combate à distribuição ilegal de conteúdo para download ou via streaming.

Sites piratas geram bilhões em prejuízos

Segundo matéria do Byte, portal Terra, 80% da pirataria de filmes e séries hoje, acontece a partir de sites, plataformas ou aplicativos de streaming ilegal o que gera quase US$ 30 bilhões em prejuízos para a economia americana.

A estimativa é que o mercado ilegal movimente US$ 285,7 bilhões em filmes e US$ 280,5 bilhões em séries e programas de TV. E, de acordo com a MPA, os responsáveis ficam com até 85% destes totais, enquanto investem o resto em infraestrutura e divulgação.

Aumento no bloqueio à pirataria

É por isso que as empresas do segmento investem cada vez mais em bloqueio/ desligamento de domínios, páginas em redes sociais e sites, para deixar mais difícil o acesso dos consumidores finais ao material pirateado.

Uma importante ajuda foram as parcerias com provedores e hospedagens, como por exemplo com o Google, que removeu dos seus resultados de pesquisa, os domínios relacionados à pirataria.

A MPA continua trabalhando – enquanto aguarda retorno dos pedidos de retirada dos domínios – com objetivo de firmar legislações nos EUA para que esse processo aconteça com base legal e fundamentação sólida, aumentando ainda mais o combate à pirataria digital.

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