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Pirataria

IPTV pirata nos EUA: um mercado de U$ 1 bilhão por ano

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IPTV piratas
Francisco Kroner / 140 Online

Um novo relatório da Nagra, empresa de proteção de conteúdo digital, traçou a estrutura de abastecimento de serviços de IPTV pirata nos EUA. Forneceu também estimativas do tamanho desse mercado no país e mostrou quem está ganhando dinheiro com isso. O relatório é co-apresentado pela Digital Citizens Alliance, um grupo financiado por Hollywood que tem produzido diversos estudos focados no mercado de Cyberlocker e a suposta conexão entre conteúdos piratas e a disseminação de malwares.

Matéria publicada no site TorrentFreak informa que, segundo o relatório, o mercado de IPTV pirata nos EUA gera um bilhão de dólares todo ano. Essa é a receita apenas das assinaturas e exclui os valores associados com compra de hardware (set-top boxes, etc) usados para se acessar os conteúdos.

A Nagra diz que o valor das assinaturas varia muito (U$2 por mês a U$25 por mês), mas em média vai de U$10 por mês a U$15 por mês. Para os propósitos do estudo, a empresa considerou o valor de U$10 por mês como a mensalidade de um assinante típico.

Os pesquisadores acreditam que 9 milhões de residências têm assinaturas  de IPTV pirata nos EUA atualmente. No entanto, quando se contabiliza o número de pessoas em cada residência, o número passa a aproximadamente 30 milhões de indivíduos assistindo a conteúdos dessas fontes. Isso corresponde a aproximadamente 9% da população.

O suporte ao IPTV pirata por empresas legais

O relatório constatou que, como não pagam pela programação que compõe o produto, as margens de lucro dos serviços piratas podem chegar a 85%. O relatório estima ainda, que 9 milhões de assinantes de banda larga fixa nos EUA usem um serviço PS IPTV. Além disso, 3.500 sites de lojas, páginas de mídia social e lojas nos mercados online vendem esse tipo de serviços para o mercado norte-americano.

Por isso, nos últimos anos tem crescido a demanda para que empresas legais parem de fazer negócios com sites e serviços de IPTV pirata nos EUA. Processadores de pagamentos, empresas de cartões de crédito, provedores de hospedagem, serviços de websites, empresas de mídias sociais, todas têm participação nessa cadeia. Seja processando diretamente pagamento de assinaturas, seja tolerando campanhas de marketing que levam tráfego aos serviços piratas. Ao menos em parte, o relatório visa colocar essas corporações sob pressão.

Segundo o TorrentFreak, dispositivos dos consumidores podem ser direcionados por malware instalado pelos vendedores de IPTV piratas. Além disso, esses serviços às vezes possuem canais proibidos, incluindo redes de propaganda terrorista.

“Em última análise, o escopo e o tamanho do ecossistema de pirataria de fluxo contínuo deveriam disparar alarmes entre os formuladores de políticas, órgãos policiais, grupos de proteção ao consumidor e os setores de tecnologia e serviços financeiros. Além de desencadear uma discussão séria sobre quais esforços são necessários para diminuir o crescimento do problema ”, afirma o relatório. “Dada sua presença alarmante nas famílias norte-americanas, o assunto merece muito mais atenção.”

O blog “Sou Legal” foi criado para informar e discutir os riscos e impactos do acesso ilegal aos canais de TV por assinatura.

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Antipirataria

Bloqueio administrativo na Espanha

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LaLiga e Movistar Plus+ vencem ação conjunta com bloqueio de IPTV até temporada 2025 de futebol espanhol

Ação conjunta movida na Espanha entre a LaLiga e Moviestar Plus+ vem ao encontro do que foi discutido no último Forum Pay TV 2022 e ponderado como o próximo passo no combate à pirataria no Brasil: o bloqueio administrativo, que não depende de autorização judicial.

De acordo com matéria do site TorrentFreak a liga de futebol LaLiga e a plataforma de TV por assinatura Movistar Plus+ venceram uma ação conjunta na Espanha que lhes permite bloquear serviços de IPTV até a temporada 2024/2025 de futebol.

Já em um segundo processo ganho pela Movistar Plus+, a plataforma pode informar semanalmente os ISPs locais de sites facilitadores de pirataria e os bloqueios serão realizados em até três horas.

Bloqueios aprimorados

A Movistar Plus+ e LaLiga tiveram uma vitória conjunta após ação no Tribunal Comercial nº 9 de Barcelona (Espanha), que verificou que os poderes de bloqueio de ISP aprimorados são necessários para proteger os direitos das empresas.

O Tribunal concordou que o bloqueio de ISP precisa ser mais ágil, o que não é possível se os pedidos necessitarem de ações judiciais para terem permissão, e proferiu uma decisão consentindo que LaLiga e Movistar Plus+ tenham essa facilidade. Uma vez que novos URLs, domínios e endereços de IP de serviços piratas sejam identificados como infratores dos direitos das empresas, o bloqueio ocorrerá semanalmente, sem necessidade de identificação prévia do Tribunal.

Processo da Movistar Plus+

Além do acordo com a LaLiga, a Movistar Plus+ detém direitos sobre as competições da UEFA e tem parceria com DAZN, Netflix, Disney+ e Prime Vídeo, entre outros.

Uma decisão proferida em julho pelo Tribunal Mercantil No 6 permite que a plataforma forneça instruções de bloqueio de IPTV pirata atualizadas continuamente para provedores de serviços de internet locais. O bloqueio deve ser feito, no prazo máximo, de três horas a partir da notificação da nova lista, que não precisa ser aprovada pelo tribunal e abrange todo o conteúdo da Movistar Plus+.

Sobre LaLiga e Moviestar Plus+

A LaLiga é a primeira divisão da liga espanhola de futebol profissional de clubes. Durante a temporada 2020/21, seus times atingiram receitas de quase 3,2 bilhões de euros, inclusive com ajuda da divisão antipirataria da empresa.

De propriedade da Telefónica, a Movistar Plus+ é a maior plataforma de assinatura de TV na Espanha e por meio do streamer esportivo DAZN, tem um acordo de transmissão de partidas da LaLiga até 2027.

LaLiga e Movistar já fizeram ações separadas para reduzir a pirataria do site de streaming de esportes Roja Directa e uniram-se à polícia para derrubar fornecedores de IPTV piratas, visando melhorar o bloqueio de ISP.

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Antipirataria

ABTA: combate à pirataria repercute no exterior

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Presidente da ABTA, Oscar Simões em entrevista para o site Leaders League

As ações de combate à pirataria no Brasil, com grandes operações de sucesso, têm sido repercutidas internacionalmente. O site Leaders League publicou entrevista com o presidente executivo da Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA), Oscar Simões, que respondeu sobre o combate e os desafios em relação aos avanços tecnológicos da pirataria e a sua prática ilegal.

Simões contou sobre a ação realizada em conjunto às polícias de vários Estados do Brasil e que a ABTA, para apoiar essa força-tarefa antipirataria, conta com quatro pilares: medidas técnicas, institucionais, judiciais e de comunicação, que tem dado resultados significativos.

Além disso, o presidente mostrou a importância das campanhas publicitárias que visam conscientizar a população sobre o tema, realizadas pela entidade em canais de TV aberta e paga, falou sobre os principais obstáculos no combate à pirataria no Brasil e deu um panorama do futuro da ABTA.

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