Siga-nos nas Redes Sociais

Pirataria

Pirataria é crime, diz diretor do Grêmio

A conscientização das pessoas sobre o lado negativo desta prática é fundamental para chegarmos a uma sociedade mais ética, justa e fraterna, declara Beto Carvalho

Publicado

em

Francisco Kroner / 140 Online

A publicação de um post sobre a pirataria de sinal de TV paga no futebol brasileiro na página do Sou Legal do Facebook apresentou grande repercussão. A maioria dos torcedores se manifestou a favor da pirataria e não a relacionou com o principal protagonista do jogo: os próprios clubes.

O site Sou Legal, que foi criado com o propósito de informar, esclarecer e debater a questão da pirataria de sinais de TV paga, foi a campo para dar início a uma série de conversas com os principais clubes de futebol do Brasil. Começamos pelo Grêmio, bicampeão brasileiro e bicampeão da Libertadores e um dos maiores clubes brasileiros em número de associados. Acompanhe a seguir a conversa com Beto Carvalho, executivo de marketing do tricolor gaúcho, e sua visão sobre o tema.

SL: Qual é o futuro do futebol se a pirataria não for contida?
BC: A pirataria, audiovisual ou não, é crime e, como tal, precisa ser combatida. A sua perpetuação é nefasta não somente ao mercado do futebol, mas a todos os segmentos mercadológicos. Em relação aos eventos esportivos, em especial ao futebol, a prática recorrente da pirataria tira receitas importantes dos protagonistas desses eventos, sejam elas empresas promotoras ou clubes envolvidos, gerando perdas significativas nas estruturas de receitas destas organizações.

SL: Como o Grêmio é afetado pela pirataria audiovisual aqui no Brasil?
BC: Hoje uma das grandes fontes de receita recorrentes dos clubes está ancorada no broadcasting, ou seja, os direitos de transmissão de jogos. Na medida em que a pirataria ocorra, receitas que deveriam ser repassadas aos clubes por direitos contratuais, são suprimidas e, obviamente, menos recursos terão essas instituições para prover o seu público de bons espetáculos.

SL: Considerando as perdas que traz, se a pirataria não existisse o que melhoraria para os clubes e para o futebol brasileiro?
BC: A equação é simples: quanto menor a prática do exercício pirata de comercialização de produtos dos clubes, mais receita entrará nos cofres de cada agremiação e mais condições existirão para melhoria competitiva de suas equipes.

SL: O que o seu clube tem feito para tentar colaborar com o combate à pirataria?
BC: Temos uma sistematização de ações alinhada com empresas e escritórios de advocacia especializados nesse tipo de procedimento. É um trabalho árduo, cotidiano e que não pode ser esmorecido.

SL: Hoje a renda do PPV é significativa para o Grêmio? A arrecadação que vai diretamente para a pirataria afeta de que forma o time?
BC: Independente das vertentes entrantes no clube, todas cumprem um papel de fomento ao desenvolvimento esportivo, patrimonial e social da instituição, bem como suporte ao custeio operacional de toda a organização.

SL: Como o ídolo pode contribuir para ser o mensageiro contra o uso ilegal de direitos do seu clube?
BC: Um dos pilares estruturais de combate à pirataria é a conscientização das pessoas sobre o quão deletéria é esta prática para o contexto de uma sociedade mais ética, justa e fraterna. Se queremos um mundo melhor, faz-se fundamental valorizar as boas práticas e regras de convívio harmônico e solidário. Assim, todos devem dar o exemplo e valorizar estas boas práticas como forma de contribuir à conscientização. E certamente, nesse ambiente, a força da imagem de um ídolo surge como elemento importante e relevante a influenciar no combate à pirataria.

Pirataria

Piratas usam formas de pagamento legítimas para parecerem confiáveis

Estudo sugere que provedores de IPTV pirata oferecem meios de pagamento conhecidos para dar uma sensação de legitimidade

Publicado

em

Por

pagamento

No começo do ano, a Audiovisual Anti-Piracy Alliance (AAPA) – organização que possui 30 membros, como a La Liga, Premier League e Sky – divulgou um artigo com dados que chamam a atenção para um problema pouco comentado. Segundo o grupo, sites de IPTV pirata que requerem uma assinatura paga normalmente oferecem formas de pagamento confiáveis, como PayPal, Visa e Mastercard, o que pode levar as pessoas a acreditarem que se trata de um serviço legítimo.

Quando combinadas com o visual profissional que muitos destes sites piratas possuem, a AAPA sugere que estas formas de pagamento já conhecidas e fáceis de utilizar podem também contribuir com o aumento no consumo de conteúdo pirata na internet. O grupo alerta que não são apenas os detentores de direitos autorais que perdem com a situação, mas que as próprias empresas de pagamento podem ter sua reputação prejudicada quando se associam a atividades ilegais.

Comparando com 2018, quando a empresa anti-pirataria Irdeto realizou uma investigação sobre os métodos de pagamentos usados em sites piratas, os números são melhores, com o percentual da presença de Visa e Mastercard nestes ambientes caindo, ainda que o de PayPal tenha subido um pouco. A AAPA afirma que já está em – ou que pretende iniciar em breve – discussões com essas três grandes empresas de pagamento para que possam chegar em soluções que as afastem mais de sites que providenciam conteúdo ilegal na internet.

Segundo o grupo, uma maneira de prevenir que formas de pagamento confiáveis como as três já citadas serem usadas por piratas viria destas próprias empresas, com monitoramentos que garantissem que seus serviços não fossem usados para atividades ilegais. Além disso, a AAPA também sugere que os detentores de direitos autorais tenham meios transparentes de entender exatamente qual o tratamento recebido por esses clientes que infringem os regulamentos das empresas de pagamento.

Para ler a notícia original acesse o site TorrentFreak.

Continuar Lendo

Pirataria

Pirataria causou prejuízo de R$ 287 milhões ao Brasil em 2020

Atividade pirata no país deixou de recolher R$ 91 milhões em impostos e corresponde a 3,9% do PIB.

Publicado

em

Por

prejuízo

Durante um período de sete anos, a pirataria no Brasil teve um crescimento de 191% e hoje estima-se que corresponda a 3,9% do nosso PIB (Produto Interno Bruto). Apenas em 2020, o comércio de produtos ilegais causou um prejuízo ao país de R$ 287 milhões, dos quais R$ 91 milhões deixaram de ser arrecadados como impostos.

Além dos prejuízos econômicos diretos causados pela pirataria, a atividade ilegal também causa impactos negativos no Brasil por meio do impedimento da geração de empregos formais e do financiamento de organizações criminosas. É por causa deste impacto negativo no país que o Ministério da Justiça e o Fórum Nacional Contra a Pirataria e Ilegalidade têm reforçado ações de combate contra este tipo de comércio.

A “Contrabando Rouba o Futuro dos Brasileiros” é uma campanha que tem como objetivo conscientizar a população brasileira sobre todos os riscos e impactos negativos pessoais e coletivos que a pirataria acarreta. Edson Vismona, presidente do Fórum, argumenta: “O dinheiro que o mercado ilegal se aproveitou poderia ter sido usado em políticas sociais, para atender, especialmente em um ano tão difícil, as necessidades da população de baixa renda”.

Outros órgãos também têm trabalhado para lidar com a questão da pirataria, como a Secretaria Nacional do Consumidor, que acredita que o problema é cultural e deve receber mais atenção governamental em breve. “Existe uma série de iniciativas que vão ser promovidas ao longo dos próximos três anos, inclusive com guias orientativos e informações essenciais para garantir que o consumidor compreenda como esses produtos são inseguros”, explica Juliana Domingues, secretária do órgão.

Para ler a notícia original, acesse o site da Jovem Pan News.

Continuar Lendo

Trending