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A pirataria prejudica (muito) o futebol

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Quando você assiste seu time do coração por um canal pirata você torce contra ele e prejudica toda a cadeia produtiva do esporte. Vários esquemas de transmissão ilegal de jogos têm sido descobertos e eliminados. Uma reportagem recente do jornal britânico Daily Express revelou um imenso esquema de pirataria de TV paga, operando a partir da Arábia Saudita. A rede ilegal montada pelos criminosos distribuía jogos da Premier League de futebol inglês e outros programas da televisão britânica para cerca de 400 milhões de espectadores no Oriente Médio e norte da África, que usavam apenas um receptor tipo set-top box de baixo custo, vendido pelos piratas. Segundo a reportagem, o esquema ilegal pode ter custado até 100 milhões de libras anuais somente para a BBC, a rede pública de rádio e TV da Inglaterra, que passa por severa crise econômica. Além da BBC, várias operadoras inglesas de TV paga foram afetadas economicamente, com sua programação “premium” distribuída ilegalmente pela organização criminosa.

Enquanto a BBC está considerando cobrar licenças de acesso de aposentados e pensionistas para poder melhorar suas contas, milhões de fãs do futebol inglês em países distantes estão consumindo a programação sem desembolsar um centavo. De acordo com as autoridades inglesas, este é o maior caso de furto de programação de televisão da história do país.

A notícia surge poucas semanas depois de outro caso de pirataria envolvendo transmissão de jogos do campeonato inglês. O setor jurídico da Premier League colaborou com as polícias da Inglaterra e da Espanha para desbaratar outra quadrilha, que usava uma sofisticada rede de sites de streaming para vender a transmissão de jogos de futebol por uma fração do preço cobrado pelas empresas legítimas. A rede tinha centrais de operação na Inglaterra, Espanha e Dinamarca, e distribuía o conteúdo pirateado para boa parte do continente europeu. A assessoria da Premier League estima que esse esquema causou um prejuízo de 5 milhões de libras ao ano para a federação de futebol, ao longo de dez anos.

A pirataria de jogos de futebol europeu não está restrita aos times britânicos. No começo de setembro, a Serie A do futebol italiano também colaborou com as autoridades anti-pirataria da Itália em uma operação que fechou 114 sites que estavam distribuindo streams ilegais dos jogos do campeonato italiano.

Segundo notícia do site Sports Media, a operação “Futebol Livre” foi coordenada por várias unidades da polícia da Itália, em cooperação com os clubes, os detentores dos direitos autorais e operadoras legítimas de TV por assinatura, como a Sky Italia e o serviço de streaming DAZN.

O problema também ocorre no Brasil. Segundo reportagem do site R7, a Polícia Civil de São Paulo faz ações regulares na capital e no interior em busca de quadrilhas que furtam serviços de TV por assinatura. No centro de São Paulo, várias lojas foram fechadas depois que se descobriu a venda de equipamentos irregulares para acessar canais de TV paga. Segundo a polícia, muitos bares e restaurantes usam esses equipamentos ilegais para apresentar jogos aos clientes dos estabelecimentos. Outra reportagem do R7 indica que a mesma situação se repete no Rio de Janeiro.

O futebol é certamente o esporte mais popular do mundo, com centenas de milhões de fãs ao redor do globo. Isso torna as transmissões de jogos um alvo preferencial para os piratas. Em muitos casos, o espectador é enganado pelos criminosos, levado a crer que está adquirindo um serviço legítimo por um preço atraente.

Ocorre que a pirataria de jogos de futebol e outros eventos esportivos é extremamente danosa para a atividade esportiva. Os direitos de transmissão de jogos e os patrocínios comerciais dessas transmissões estão entre as principais fontes de renda dos clubes. A pirataria reduz significativamente os valores que os clubes e federações podem investir na contratação de jogadores e organização de campeonatos.

Sem uma conscientização ampla dos consumidores e fãs de esportes, os clubes e empresas de TV correm sérios riscos econômicos, e isso pode prejudicar a atividade como um todo. Se os piratas continuarem a agir impunemente, as empresas podem considerar que é economicamente inviável transmitir esse tipo de conteúdo. E os milhões de fãs legítimos ficarão sem uma grande opção de entretenimento.

O blog “Sou Legal” foi criado para informar e discutir os riscos e impactos do acesso ilegal aos canais de TV por assinatura.

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