Antipirataria
Anitta defende propriedade intelectual e sua importância
A convite do Consulado Americano do Rio de Janeiro e do United States Patent and Trademark Office (@USPTO), escritório americano de marcas e patentes, a cantora Anitta gravou um vídeo, que pode ser visto na página @ConsuladoEUARio do Instagram, explicando como a propriedade intelectual faz parte da vida de todos nós e a importância de protegê-la.
“Quando você ouve uma música, lê um livro e até quando usa um produto, tudo isso pode ser protegido pela propriedade intelectual. Os direitos autorais, por exemplo, protegem trabalhos originais criativos, como o meu. Isso inclui não só o artista, mas todos os que trabalham na área, que ajudaram a fazer essa obra. Também envolvem filmes, arte e até mesmo software. As patentes protegem invenções, como máquinas, ou formas de fabricação, por exemplo. Por isso, se você tem um projeto ou invenção, proteja a sua ideia. E se você achou legal o trabalho de alguém e quer usar de alguma forma, se informe como você pode fazer isso do jeito certo”, explica Anitta.
A defesa da propriedade intelectual e das formas de se protegê-la – como a lei de direitos autorais e a de patentes – por uma artista com a relevância de Anitta, tem grande impacto e importância em um país como o Brasil.
De acordo com dados do Fórum Nacional contra a Pirataria e a Ilegalidade, só em 2020, o país perdeu R$ 288 bilhões para o mercado ilegal. Esse valor é a soma das perdas registradas por 15 setores industriais e a estimativa de impostos que deixaram de ser arrecadados. Dinheiro que poderia ser investido em programas sociais, na educação e saúde, mas que está sendo desviado para organizações criminosas.
Propriedade intelectual e pirataria de TV no Brasil
A pirataria de TV no Brasil é uma das principais formas de crime contra a propriedade intelectual. Afeta milhares de trabalhadores dessa indústria que ajudam a produzir os programas que as pessoas mais gostam. Só a pirataria de TV por assinatura representa um prejuízo anual de R$ 15,5 bilhões para o mercado audiovisual. A estimativa é de que 33 milhões de internautas brasileiros com mais de 16 anos têm hábitos de consumo ilegal, o que representa 27,2% dessas pessoas, segundo dados da Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA).
Só em 2020, a ABTA denunciou mais de 27 mil páginas na internet que davam acesso a sinais desviados de TVs por assinatura. Cerca de 24 mil foram retirados do ar. De acordo com a Agência Nacional de Cinema (ANCINE), o Brasil está entre os países que mais consomem pirataria digital no mundo.
Desde 1989 o Brasil aparece no Relatório Especial 301, do USTR – United States Trade Representative, como país “to watch”, ou seja, que demanda atenção. Essa lista pode ditar retaliação comercial com países que os EUA julgarem que não respeitam a propriedade intelectual. Na edição de 2022, os EUA concluem que o roubo de sinal de TV por assinatura é um problema preocupante no Brasil.
Antipirataria
Brasil vence prêmio da UIT por inovação da Anatel no combate à pirataria
O Brasil ganhou mais um prêmio internacional por seu combate à pirataria audiovisual. O país conquistou o WSIS Prizes 2026, concedido pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), órgão da Organização das Nações Unidas (ONU), por meio das atividades do Laboratório de Inovação em Tecnologias Emergentes da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Fonte: Tela Viva I Por Fernando Lauterjung I Imagem: Pixabay
A iniciativa é liderada por fiscais de campo da agência, que desenvolvem ferramentas digitais voltadas para o monitoramento de espectro, conformidade e supervisão regulatória. O foco do projeto está na criação de soluções práticas para aprimorar a eficiência, a precisão e a capacidade de resposta das ações da Anatel.
Entre as principais tecnologias empregadas estão os sistemas automatizados de detecção e classificação de emissões de radiofrequência. O laboratório também utiliza raspagem de dados da internet combinada com análise de informações e inteligência artificial para monitorar as vendas de equipamentos de telecomunicações em mercados online. As ferramentas de apoio analítico à fiscalização permitem uma identificação mais rápida das irregularidades, o direcionamento otimizado de recursos e tomadas de decisão mais consistentes.
Segundo a descrição oficial da iniciativa, os resultados englobam melhorias em eficiência operacional, com a redução da carga de trabalho manual e o aumento da qualidade nas inspeções. O alcance do projeto ultrapassa os limites internos da agência e colabora para a entrega de serviços mais confiáveis, mitigação de interferências e a promoção de um ambiente comercial mais justo e equilibrado.
Com o fortalecimento da capacidade de regulação do Estado, o uso dessas tecnologias emergentes beneficia indiretamente a sociedade, sobretudo as populações desassistidas que dependem de uma conectividade acessível e segura.
Antipirataria
Sites piratas de anime são mais perigosos que golpes online, diz jornal
Sites piratas de anime são mais perigosos que golpes online, diz jorna Folha de São Paulo
Sites P2P podem ter até 100 vezes mais riscos de conter malware, diz estudo
Fonte: Omelete I Igor Pontes
Uma reportagem da Folha de São Paulo divulgou um estudo sobre os riscos da pirataria digital no Brasil. A pesquisa concluiu que sites piratas podem oferecer até cem vezes mais perigo do que plataformas regulares.
Entre os malefícios possíveis estão downloads não solicitados, comprometimento da rede e infecção por malware — softwares maliciosos que danificam e roubam dados. Os ambientes mais perigosos incluem redes de compartilhamento, plataformas de anime, portais fraudulentos e sites de streaming piratas.
O levantamento foi assinado por Paul A. Watters, da Universidade Macquarie, na Austrália, e divulgado pela Motion Picture Association, organização que representa os principais estúdios de cinema e televisão de Hollywood. A pesquisa analisou os trinta sites piratas mais populares em sete categorias e comparou os resultados com plataformas legais. Na média, os sites piratas apresentaram risco 29 vezes maior.
A disparidade varia conforme o tipo de serviço. Sites P2P (torrent) podem ser até cem vezes mais arriscados. Plataformas de anime chegam a oitenta vezes mais risco. Sites de golpes atingem 67 vezes, e portais de streaming pirata, 63 vezes. Retransmissões ilegais de IPTV (canais de TV) podem ser 35 vezes mais perigosas, enquanto sites de pirataria esportiva chegam a 26 vezes. Assinaturas piratas de IPTV ficam na faixa de até dez vezes mais risco.
O estudo também destaca que, no mercado brasileiro, há grande circulação de dispositivos de streaming ilegais (ISDs), importados já com malware ou sistemas inseguros de fábrica, facilitando o comprometimento de redes domésticas.
Segundo a Motion Picture Association, os dados evidenciam a necessidade de fortalecer estratégias públicas e privadas de proteção ao ambiente digital e, por consequência, valorizar as obras audiovisuais originais.
Imagem: Canva
