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Pirataria

Ancine intensifica combate à pirataria com acordos de cooperação técnica

Acordos da Agência aprimorarão o monitoramento e detecção de anúncios de equipamentos que violam direitos autorais sobre conteúdos audiovisuais.

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Em meados deste mês, a Agência Nacional do Cinema (Ancine) firmou acordos de cooperação técnica com a Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA) e com a Motion Picture Association América Latina (MPA-AL).

Os acordos têm a finalidade exclusiva de facilitar o monitoramento e denúncias de anúncios ilegais de TV boxes a partir do uso de tecnologia em plataforma legais de comércio eletrônico. Em 2019 a Ancine já havia assinado acordo com o Mercado Livre e recentemente firmou com a B2W (fusão entre Submarino, Shoptime e americanas.com) para realizar tais denúncias. Só no ano passado a Ancine removeu cerca de 10 mil anúncios online irregulares.

Os acordos estão alinhados com outras medidas tomadas pela agência nos últimos tempos. Em meados do ano passado, por exemplo, a Ancine firmou parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública no âmbito do Conselho Nacional de Combate à Pirataria para denunciar publicidade digital legal em sites ilegais.

Para saber mais sobre o acordo da Agência com a ABTA e a MPA-AL, acesse o site do Governo Federal.

O blog “Sou Legal” foi criado para informar e discutir os riscos e impactos do acesso ilegal aos canais de TV por assinatura.

Pirataria

Conheça os tipos de piratas e suas motivações

Relatório britânico aponta dois tipos de piratas e revela o que leva uma pessoa a optar pela ilegalidade.

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Um relatório publicado no final de março deste ano pela Agência de Propriedade Intelectual (Intellectual Property Office – IPO) do Reino Unido se propôs a divulgar os resultados de uma pesquisa sobre o consumo pirata no país em 2020. Além de identificar os hábitos de consumo legais e ilegais de seus cidadãos, a pesquisa também observou diferenças entre certos tipos de piratas, bem como as respectivas medidas que podem ser tomadas para coibir o ato.

Segundo a agência, existem dois grupos de consumidores piratas: os “cautelosos” e os “experientes”. Encaixam-se no primeiro grupo as pessoas que sentem-se preocupadas com a violação da lei e com os riscos da atividade ilegal, ao passo que são enquadradas no segundo grupo aquelas que acessam conteúdo ilegal conscientes de seus riscos e impactos negativos sem se importarem com estes. Para ambos, as motivações tem a ver com os custos reduzidos, ampla disponibilidade de conteúdo e fácil acesso às ferramentas piratas.

O relatório indica quais tipos de mensagens são mais eficientes para impedir que os consumidores engajem com a atividade ilegal. Foi determinado que, tanto para os cautelosos quanto para os experientes, a ideia de que a pirataria afeta negativamente indivíduos (como os criadores de conteúdo) tem mais impacto do que quando se aponta para os efeitos negativos na indústria, nas grandes corporações ou na economia.

Para os cautelosos, mensagens contrarias à pirataria de modo geral tem um impacto relevante e com potencial de mudança nos hábitos deste grupo. Os experientes, por outro lado, são mais céticos quanto aos impactos negativos da pirataria nas empresas do ramo, sendo mais impactados pelos riscos que eles próprios podem correr com a atividade ilegal.

A pesquisa também revelou que, para todos os tipos de conteúdo analisados (filmes, TV, música, videogames, livros e etc.), as pessoas que se utilizam de meios ilegais para o consumo são a grande minoria. Em quase todos os casos analisados, a taxa de indivíduos que fazem uso apenas de meios legais para obtenção de conteúdo ficou entre 70% e 80%.

Para conferir o relatório original, acesse o site do governo britânico.

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Pirataria

Qual o perfil de um consumidor pirata?

Simpósio digital da DTVE discutiu as novas tendências da pirataria em tempos de pandemia e obteve um perfil geral destes consumidores.

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Para o mês de março, a Digital TV Europe (DTVE) organizou um simpósio digital para debater o impacto da pandemia de Covid-19 no mercado de pirataria audiovisual. Além das novas tendências e de possíveis estratégias para suprimir a atividade ilegal, o simpósio também permitiu que se entendesse mais sobre o perfil daquele que busca a pirataria.

Na apresentação conduzida por Maria Rua Aguete, diretora sênior de pesquisas em entretenimento visual, e Max Signorelli, analista sênior de TV e vídeos online – ambos da empresa de pesquisas Omdia –, um segmento foi dedicado para compreender melhor as características e hábitos dos consumidores ilegais de conteúdo audiovisual. Este entendimento é importante para que estratégias de combate à pirataria sejam pensadas e aplicadas de modo mais eficiente, de acordo com as especificidades dos envolvidos.

Dentre os países listados nas pesquisas da Omdia, o Brasil é o segundo em termos da taxa de pirataria para vídeos online, atrás apenas da Índia, que lidera o ranking com folga. Uma constante para todos é a composição etária dos piratas, com a população jovem sendo a maior consumidora de conteúdo audiovisual ilegal, e a “gratuidade” do serviço sendo o principal motivo de engajamento.

Outro dado interessante descoberto pela Omdia diz respeito aos hábitos de consumo legal dos piratas, que é em média maior quando se compara com aqueles que não se engajam com a pirataria de forma alguma. Apesar de a apresentação da Omdia não ter explicitado, este fato pode indicar como os próprios consumidores piratas têm noção das falhas do serviço, preferindo em muitos casos a alternativa legal.

O simpósio pode ser assistido on-demand acessando o link.

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