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Pirataria

“Tempestade Perfeita” fecha 5.500 servidores de IPTV pirata

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Uma massiva operação policial, chamada de “Tempestade Perfeita”, foi deflagrada na Europa fechando 5.500 servidores usados para transmissão de IPTV pirata de TV, esportes ao vivo e filmes.

A European Union Agency for Criminal Justice Cooperation (Eurojust), informou que 700 oficiais de polícia foram mobilizados em 11 países, levando à prisão o suposto chefe de uma operação de IPTV pirata com lucros estimados em 10.7 milhões de Euros.

De acordo com a EU Agency, a operação envolveu a coordenação entre especialistas de 11 países da Europa, incluindo Itália, Bulgaria, França, Alemanha, Grécia, Lituânia, Romênia, Slovênia, Holanda, Malta e Suécia.

De acordo com o Guardia di Finanza da Itália, a operação “Tempestade Perfeita” foi iniciada na última sexta-feira com a implementação de várias medidas técnicas, incluindo o desligamento remoto de plataformas, servidores e smart cards que vinham sendo usados pelos piratas.

O sistema do tipo “pirâmide” é descrito como o principal provedor de conteúdo de TV aberta e OTT (incluindo Netflix, DAZN e Disney+) sendo redistribuído por data centers em todo o mundo para assinantes de provedores de IPTV pirata.

Na operação, 23 suspeitos foram identificados com 30 ordens de busca e apreensão também mirando o suposto centro da operação de pirataria na Itália e outros lugares da Europa. Além disso, 100 buscas foram realizadas em provedores locais de IPTV pirata.

Ao menos uma prisão foi realizada na Itália. Acredita-se que o suspeito é o líder da operação de IPTV pirata. De acordo com a Eurojust, computadores, equipamentos de comunicação e ferramentas de pagamento foram apreendidos, além de carros de luxo e 334 contas de PayPal.

As estimativas iniciais indicam que o impacto da operação pode ser amplo. Para ilustrar a dimensão internacional que a operação “Tempestade Perfeita” terá na audiência mundial de transmissão ilegal: mais de 50 milhões de usuários já foram identificados.

O blog “Sou Legal” foi criado para informar e discutir os riscos e impactos do acesso ilegal aos canais de TV por assinatura.

Pirataria

Ancine intensifica combate à pirataria com acordos de cooperação técnica

Acordos da Agência aprimorarão o monitoramento e detecção de anúncios de equipamentos que violam direitos autorais sobre conteúdos audiovisuais.

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Em meados deste mês, a Agência Nacional do Cinema (Ancine) firmou acordos de cooperação técnica com a Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA) e com a Motion Picture Association América Latina (MPA-AL).

Os acordos têm a finalidade exclusiva de facilitar o monitoramento e denúncias de anúncios ilegais de TV boxes a partir do uso de tecnologia em plataforma legais de comércio eletrônico. Em 2019 a Ancine já havia assinado acordo com o Mercado Livre e recentemente firmou com a B2W (fusão entre Submarino, Shoptime e americanas.com) para realizar tais denúncias. Só no ano passado a Ancine removeu cerca de 10 mil anúncios online irregulares.

Os acordos estão alinhados com outras medidas tomadas pela agência nos últimos tempos. Em meados do ano passado, por exemplo, a Ancine firmou parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública no âmbito do Conselho Nacional de Combate à Pirataria para denunciar publicidade digital legal em sites ilegais.

Para saber mais sobre o acordo da Agência com a ABTA e a MPA-AL, acesse o site do Governo Federal.

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Pirataria

Conheça os tipos de piratas e suas motivações

Relatório britânico aponta dois tipos de piratas e revela o que leva uma pessoa a optar pela ilegalidade.

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Um relatório publicado no final de março deste ano pela Agência de Propriedade Intelectual (Intellectual Property Office – IPO) do Reino Unido se propôs a divulgar os resultados de uma pesquisa sobre o consumo pirata no país em 2020. Além de identificar os hábitos de consumo legais e ilegais de seus cidadãos, a pesquisa também observou diferenças entre certos tipos de piratas, bem como as respectivas medidas que podem ser tomadas para coibir o ato.

Segundo a agência, existem dois grupos de consumidores piratas: os “cautelosos” e os “experientes”. Encaixam-se no primeiro grupo as pessoas que sentem-se preocupadas com a violação da lei e com os riscos da atividade ilegal, ao passo que são enquadradas no segundo grupo aquelas que acessam conteúdo ilegal conscientes de seus riscos e impactos negativos sem se importarem com estes. Para ambos, as motivações tem a ver com os custos reduzidos, ampla disponibilidade de conteúdo e fácil acesso às ferramentas piratas.

O relatório indica quais tipos de mensagens são mais eficientes para impedir que os consumidores engajem com a atividade ilegal. Foi determinado que, tanto para os cautelosos quanto para os experientes, a ideia de que a pirataria afeta negativamente indivíduos (como os criadores de conteúdo) tem mais impacto do que quando se aponta para os efeitos negativos na indústria, nas grandes corporações ou na economia.

Para os cautelosos, mensagens contrarias à pirataria de modo geral tem um impacto relevante e com potencial de mudança nos hábitos deste grupo. Os experientes, por outro lado, são mais céticos quanto aos impactos negativos da pirataria nas empresas do ramo, sendo mais impactados pelos riscos que eles próprios podem correr com a atividade ilegal.

A pesquisa também revelou que, para todos os tipos de conteúdo analisados (filmes, TV, música, videogames, livros e etc.), as pessoas que se utilizam de meios ilegais para o consumo são a grande minoria. Em quase todos os casos analisados, a taxa de indivíduos que fazem uso apenas de meios legais para obtenção de conteúdo ficou entre 70% e 80%.

Para conferir o relatório original, acesse o site do governo britânico.

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