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Pirataria

Globo investe no combate à pirataria

Evento reuniu especialistas que debateram os efeitos da pirataria no Brasil e os riscos para usuários.

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No dia 21 de setembro, os jornais O Globo e Valor Econômico – ambos do Grupo Globo –, organizaram o evento online “A Pirataria no Brasil”, com três painéis divididos ao longo do dia. O Webinar teve o objetivo de discutir o problema da pirataria no país, que mesmo tendo sido combatida intensamente nos últimos anos, ainda causa grande prejuízo aos brasileiros.

O primeiro painel focou nos aspectos jurídicos relacionados à pirataria e teve como tema central a questão da melhora na legislação brasileira para enfrentar o problema. O segundo abrigou o debate sobre o impacto econômico da situação e como as falsificações acarretam perdas financeiras para o país. O último painel recebeu convidados que discutiram sobre o questão ética da pirataria, tanto para a sociedade no geral quanto para o consumidor.

Marcelo Bechara, diretor de relações institucionais e regulação do Grupo Globo, participou do segundo painel, alertando que a pirataria audiovisual encontrou um ambiente propício na internet para se difundir intensamente. Segundo ele, 27,4% dos acessos à TV paga atualmente são feitos por meios ilegais, o que colocaria a pirataria como a maior TV a cabo do país, caso fosse uma operadora, e já acarretou um prejuízo de R$ 16 bilhões em 2019.

Muitos destes acessos se tornam possíveis pelo uso de TV Boxes, aparelhos que vêm crescendo em popularidade mas que, de acordo com Bechara, podem ser usados como terminais zumbis por terceiros para armazenamento de pornografia infantil e mineração de criptomoedas. Apesar disso, o diretor do Grupo Globo mostra otimismo com iniciativas de bloqueio de sinais ilegais que vêm dado certo em outros países do mundo.

O terceiro painel teve a presença de Ygor Valerio, sócio do CQS/FV Advogados, que explicou como a pirataria se insere nos tempos atuais e de pandemia no mundo. Segundo ele, ainda que um aumento na demanda e na disponibilidade de conteúdo ilegal tenham feito a pirataria crescer, temos cada vez mais pessoas preocupadas com o desrespeito à propriedade intelectual – uma consequência ao fenômeno das fake news. Dessa maneira, Valerio acredita que estejamos rumando na direção de uma internet orientada por uma regulação mais inteligente.

Para saber mais sobre o evento, leia as notícias originais nos sites do Valor e O Globo.

O blog “Sou Legal” foi criado para informar e discutir os riscos e impactos do acesso ilegal aos canais de TV por assinatura.

Pirataria

Organização alerta para perigos da “pirataria como serviço”

Relatório da MPA propõe a conscientização do problema da pirataria por meio da exposição de sites e serviços ilegais.

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A MPA (Motion Picture Association), organização norteamericana que representa estúdios de Hollywood e a Netflix, divulgou recentemente seu relatório anual em que analisa a situação da pirataria audiovisual e denuncia os principais canais estrangeiros participantes desta prática. Muitos sites e serviços que já apareceram em edições passadas permaneceram na lista da MPA, como sites de streaming e de torrents, aplicativos pirata e serviços de IPTV.

Neste ano, a associação inovou com o conceito que chamou, em inglês, de Piracy-as-a-Service – algo como “pirataria como serviço”, em português – , o qual considera uma nova ameaça criminosa que não deve ser minimizada. Este termo já é usado para softwares (Software-as-a-Service) e, no caso da pirataria, faz referência a serviços e ferramentas que possibilitam ou facilitam que novos criminosos possam estabelecer uma operação pirata.

De acordo com a MPA, serviços que podem facilitar a pirataria são, dentre outros, os templates para sites de streaming, sistemas de gerenciamento de conteúdo que dão acesso a conteúdo pirata, dashboards para IPTV e hospedagens de vídeo que escondem links ilegais. O relatório indica uma série de ferramentas e sites que oferecem serviços deste tipo.

Outro ponto que chama atenção no relatório da MPA é o alerta que a organização faz para serviços de renome como o Baidu – site usado pela maioria dos chineses como substituto ao Google – e o Telegram. Segundo a Motion Picture Association, estas companhias não fazem tudo o que poderiam fazer para coibir a pirataria em seus canais, e deveriam se atentar mais ao problema.

Para ler a notícia original, acesse o site TorrentFreak.

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Pirataria

Brasil é o terceiro maior consumidor de pirataria audiovisual

Segundo a coordenação de combate à pirataria da Ancine, Brasil só consome menos conteúdo audiovisual ilegal que EUA e Rússia.

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O tamanho do mercado nacional e as facilidades proporcionadas pela tecnologia digital fazem com que o Brasil seja hoje um dos maiores consumidores de conteúdo audiovisual ilegal no mundo. Eduardo Carneiro, coordenador de combate à pirataria da Agência Nacional do Cinema (Ancine) afirma que os brasileiros só perdem para os americanos e os russos no consumo de pirataria deste tipo.

Os cálculos mais recentes da Agência indicam que o engajamento em atividades piratas pela população brasileira acarreta em um prejuízo anual de quase R$ 14 bilhões quando se considera os mercados de TV paga, filmes e séries. Isso corresponde a cerca de R$ 2 bilhões que deixam de ser arrecadados pelo governo através de impostos e que poderiam ser investidos na melhoria de serviços públicos.

Para Marcelo Bechara, diretor de relações institucionais e regulação de mídia do Grupo Globo, o desenvolvimento da tecnologia propiciou um avanço da atividade pirata, que conseguiu se tornar mais sofisticada e invisível por causa da internet. “Não existe mais o limite da mídia física. Agora, isso depende da capacidade de armazenamento [na nuvem computacional], o que dá uma sensação de infinitude”, comenta.

Os piratas acompanham as tendências tecnológicas e de hábitos de consumo da população para oferecer um serviço ilegal mais atrativo, mas não têm real interesse nas necessidades de seus consumidores. Já é sabido, por exemplo, que quem utiliza serviços piratas pode ficar a mercê destes criminosos, correndo riscos reais de ter os dados pessoais roubados ou ver o próprio computador ficar sob o controle de pessoas mal-intencionadas.

Além disso, a distribuição e consumo ilegal de conteúdos audiovisuais ainda são vistos como um crime de pouca relevância, o que também contribui com os números alarmantes produzidos pelo Brasil atualmente no que se refere ao assunto. Para combater a pirataria e diminuir estes prejuízos, empresas, associações, agências reguladoras e órgãos do governo têm se ajudado com informações e medidas concretas. A Operação 404, coordenada pela Secretaria de Operações Integradas (Seopi) do Ministério da Justiça e Segurança Pública, por exemplo, é considerada a maior operação antipirataria já feita na América Latina, e já foi responsável pelo bloqueio de centenas de sites e aplicativos irregulares.

Para ler a matéria original completa, acesse o site do Valor.

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