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Pirataria

Caixas piratas: é melhor não usar

Você conhece os riscos de usar uma caixa pirata para recepção de TV, as chamadas TV Boxes? Para facilitar o entendimento desse problema fizemos um infográfico. Saiba mais.

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Você conhece os riscos de usar uma caixa pirata, as chamadas TV Boxes? Já falamos aqui sobre como as pessoas desconhecem os riscos relacionados ao consumo de pirataria audiovisual. Inclusive mostrando os resultados da pesquisa realizada pela Federação Contra o Roubo de Direitos Autorais do Reino Unido- FACT que mostra que três em cada cinco pessoas no Reino Unido (62%) não têm conhecimento desses riscos, entre eles, fraude, roubo de identidade, malware e a sua ligação com o crime organizado.

Para facilitar o entendimento desse problema, fizemos o infográfico que aparece abaixo. Ele ilustra os perigos relacionados ao uso de caixas piratas para a recepção de conteúdo audiovisual, descritos pelos especialistas em proteção que aparecem na matéria citada.

O desenho deixa bem claro o caminho seguido pelos criminosos e quais os resultados para quem está desavisado ou, mesmo tendo conhecimento, prefere arriscar.

Para conseguir o conteúdo que os usuários desejam adquirir, criminosos captam ilegalmente conteúdo audiovisual como canais de TV, filmes, séries, etc. Esse conteúdo é hospedado, muitas vezes fora do Brasil. As TVs boxes ilegais acessam esse conteúdo não autorizado para disponibilizar aos usuários.

Caixas piratas são a chave de acesso para criminosos

Mas a surpresa é que não é só à programação de TV que a caixa pirata dá acesso. Ela também é a chave para os criminosos invadirem a rede do usuário e capturarem informações bancárias, alterarem configurações do roteador liberando portas para que hackers tenham acesso aos demais computadores da rede. Também é possível aplicar fraudes online, instalar vírus como o Ransomware ou transformar a rede em uma botnet para realizar ataques DDoS, aqueles em que acontece uma sobrecarga em um servidor ou computador comum de modo que os recursos do sistema fiquem indisponíveis para seus utilizadores. Os criminosos podem ainda minerar bitcoins ou coletar indevidamente dados da residência: ouvir as conversas do ambiente e acessar o sistema de câmeras da residência.

Em resumo, colocar uma caixa pirata na rede de casa é o mesmo que deixar um computador controlado por piratas nessa rede. Proteja-se. Não corra riscos.

O blog “Sou Legal” foi criado para informar e discutir os riscos e impactos do acesso ilegal aos canais de TV por assinatura.

Pirataria

Brasil é o terceiro maior consumidor de pirataria audiovisual

Segundo a coordenação de combate à pirataria da Ancine, Brasil só consome menos conteúdo audiovisual ilegal que EUA e Rússia.

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O tamanho do mercado nacional e as facilidades proporcionadas pela tecnologia digital fazem com que o Brasil seja hoje um dos maiores consumidores de conteúdo audiovisual ilegal no mundo. Eduardo Carneiro, coordenador de combate à pirataria da Agência Nacional do Cinema (Ancine) afirma que os brasileiros só perdem para os americanos e os russos no consumo de pirataria deste tipo.

Os cálculos mais recentes da Agência indicam que o engajamento em atividades piratas pela população brasileira acarreta em um prejuízo anual de quase R$ 14 bilhões quando se considera os mercados de TV paga, filmes e séries. Isso corresponde a cerca de R$ 2 bilhões que deixam de ser arrecadados pelo governo através de impostos e que poderiam ser investidos na melhoria de serviços públicos.

Para Marcelo Bechara, diretor de relações institucionais e regulação de mídia do Grupo Globo, o desenvolvimento da tecnologia propiciou um avanço da atividade pirata, que conseguiu se tornar mais sofisticada e invisível por causa da internet. “Não existe mais o limite da mídia física. Agora, isso depende da capacidade de armazenamento [na nuvem computacional], o que dá uma sensação de infinitude”, comenta.

Os piratas acompanham as tendências tecnológicas e de hábitos de consumo da população para oferecer um serviço ilegal mais atrativo, mas não têm real interesse nas necessidades de seus consumidores. Já é sabido, por exemplo, que quem utiliza serviços piratas pode ficar a mercê destes criminosos, correndo riscos reais de ter os dados pessoais roubados ou ver o próprio computador ficar sob o controle de pessoas mal-intencionadas.

Além disso, a distribuição e consumo ilegal de conteúdos audiovisuais ainda são vistos como um crime de pouca relevância, o que também contribui com os números alarmantes produzidos pelo Brasil atualmente no que se refere ao assunto. Para combater a pirataria e diminuir estes prejuízos, empresas, associações, agências reguladoras e órgãos do governo têm se ajudado com informações e medidas concretas. A Operação 404, coordenada pela Secretaria de Operações Integradas (Seopi) do Ministério da Justiça e Segurança Pública, por exemplo, é considerada a maior operação antipirataria já feita na América Latina, e já foi responsável pelo bloqueio de centenas de sites e aplicativos irregulares.

Para ler a matéria original completa, acesse o site do Valor.

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Pirataria

Campanha mostra incoerência nas atitudes de piratas

Vídeo anti-pirataria mostra questionamentos de crianças que não entendem adultos que ensinam o correto mas consomem conteúdo ilegal.

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A Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA) iniciou uma campanha anti-pirataria em formato de vídeo para conscientizar a população sobre a imoralidade desta prática ilegal (veja o site da campanha aqui). A iniciativa foi idealizada pela Globo e a intenção é que outros sete vídeos de 30 segundos cada sejam divulgados e exibidos em intervalos da programação de canais abertos e fechados durante os próximos meses.

A primeira produção mostra crianças questionando como aprendem dos adultos desde cedo que não se deve jogar lixo no chão ou comprar tênis falsificado, apenas para depois vê-los baixando filmes e séries ilegalmente pela internet. A ideia não é apenas mostrar a incoerência de se cobrar bons comportamentos de outros ao mesmo tempo em que banaliza a pirataria, mas alertar para o mau exemplo dado às crianças, que podem ficar confusas quanto ao que é certo e o que é errado.

“Nossa campanha traz um alerta das crianças para esta falta de integridade, entre discurso e prática de muitos adultos”, resume Oscar Simões, presidente da ABTA. Segundo ele, ainda que muitos ensinem aos próprios filhos nossos valores como sociedade, há casos em que a prática não condiz com o discurso, e as crianças percebem: “[Elas] entendem que um desenho animado, um filme ou um jogo é o resultado do trabalho de muitas pessoas e que isso precisa ser respeitado”, afirma.

A campanha busca frear o crescimento da pirataria no país, que chega a números alarmantes. Em pesquisas encomendadas pela organização, foi estimado que 33 milhões de brasileiros maiores de 16 anos consomem conteúdo pirata de TV por assinatura, e que a atividade ilegal movimenta R$ 15,5 bilhões por ano. Essa quantia corresponde a cerca de R$ 2 bilhões que deixam de ser arrecadados pelo governo com impostos e retornados à população por meio de investimentos públicos.

Confira abaixo o primeiro vídeo da campanha:

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