Antipirataria
Modelo da Anatel de combate à pirataria de TV ganha prêmio da UIT
O modelo de combate à pirataria de TV por assinatura adotado pela Anatel recebeu um prêmio de reconhecimento da União Internacional de Telecomunicações.
O modelo de combate à pirataria de TV por assinatura adotado pela Anatel recebeu um prêmio de reconhecimento da União Internacional de Telecomunicações.
O projeto Plano de Ação de Combate à TV Box Pirata foi inscrito na categoria “Ambiente Habilitador” (Enabling Environment) do Prêmio WSIS 2024 – World Summit on the Information Society e ficou entre os quatro vencedores da categoria, concorrendo com projetos do mundo todo inscritos por empresas, reguladores e governos.
Desde 2023, a Anatel passou a monitorar, por meio de um laboratório especialmente desenvolvido para isso, o funcionamento das caixas de TV box clandestinas, identificando os endereços IP utilizados para a autenticação dos equipamentos e realização dos streamings de dados.
A partir desses dados, são testados previamente e depois determinados bloqueios de endereços IPs associados às práticas criminosas, inviabilizando o funcionamento das caixas de IPTV clandestinas. A medida se soma aida às ações de busca e apreensão de equipamentos não homologados e intervenções junto aos marketplaces digitais que vendem esses equipamentos.
Artur Coimbra, conselheiro da Anatel que hoje coordena o tema, lembrou que o projeto começou ainda sob a gestão do então conselheiro Moisés Moreira, representando um avanço da Anatel em direção a uma nova abordagem de combate aos serviços clandestinos de TV paga.
Recentemente, a legislação passou a dar também à Ancine instrumentos de atuação na frente de pirataria de TV por assinatura, e com isso a interlocução entre as duas agências foi ampliada, destacou Coimbra. Segundo apurou este noticiário, a agência do audiovisual inclusive já reestruturou algumas áreas para atuarem especificamente no combate à pirataria.
Matéria : Teletime
Imagens: por Pixabay
Antipirataria
Brasil vence prêmio da UIT por inovação da Anatel no combate à pirataria
O Brasil ganhou mais um prêmio internacional por seu combate à pirataria audiovisual. O país conquistou o WSIS Prizes 2026, concedido pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), órgão da Organização das Nações Unidas (ONU), por meio das atividades do Laboratório de Inovação em Tecnologias Emergentes da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Fonte: Tela Viva I Por Fernando Lauterjung I Imagem: Pixabay
A iniciativa é liderada por fiscais de campo da agência, que desenvolvem ferramentas digitais voltadas para o monitoramento de espectro, conformidade e supervisão regulatória. O foco do projeto está na criação de soluções práticas para aprimorar a eficiência, a precisão e a capacidade de resposta das ações da Anatel.
Entre as principais tecnologias empregadas estão os sistemas automatizados de detecção e classificação de emissões de radiofrequência. O laboratório também utiliza raspagem de dados da internet combinada com análise de informações e inteligência artificial para monitorar as vendas de equipamentos de telecomunicações em mercados online. As ferramentas de apoio analítico à fiscalização permitem uma identificação mais rápida das irregularidades, o direcionamento otimizado de recursos e tomadas de decisão mais consistentes.
Segundo a descrição oficial da iniciativa, os resultados englobam melhorias em eficiência operacional, com a redução da carga de trabalho manual e o aumento da qualidade nas inspeções. O alcance do projeto ultrapassa os limites internos da agência e colabora para a entrega de serviços mais confiáveis, mitigação de interferências e a promoção de um ambiente comercial mais justo e equilibrado.
Com o fortalecimento da capacidade de regulação do Estado, o uso dessas tecnologias emergentes beneficia indiretamente a sociedade, sobretudo as populações desassistidas que dependem de uma conectividade acessível e segura.
Antipirataria
Sites piratas de anime são mais perigosos que golpes online, diz jornal
Sites piratas de anime são mais perigosos que golpes online, diz jorna Folha de São Paulo
Sites P2P podem ter até 100 vezes mais riscos de conter malware, diz estudo
Fonte: Omelete I Igor Pontes
Uma reportagem da Folha de São Paulo divulgou um estudo sobre os riscos da pirataria digital no Brasil. A pesquisa concluiu que sites piratas podem oferecer até cem vezes mais perigo do que plataformas regulares.
Entre os malefícios possíveis estão downloads não solicitados, comprometimento da rede e infecção por malware — softwares maliciosos que danificam e roubam dados. Os ambientes mais perigosos incluem redes de compartilhamento, plataformas de anime, portais fraudulentos e sites de streaming piratas.
O levantamento foi assinado por Paul A. Watters, da Universidade Macquarie, na Austrália, e divulgado pela Motion Picture Association, organização que representa os principais estúdios de cinema e televisão de Hollywood. A pesquisa analisou os trinta sites piratas mais populares em sete categorias e comparou os resultados com plataformas legais. Na média, os sites piratas apresentaram risco 29 vezes maior.
A disparidade varia conforme o tipo de serviço. Sites P2P (torrent) podem ser até cem vezes mais arriscados. Plataformas de anime chegam a oitenta vezes mais risco. Sites de golpes atingem 67 vezes, e portais de streaming pirata, 63 vezes. Retransmissões ilegais de IPTV (canais de TV) podem ser 35 vezes mais perigosas, enquanto sites de pirataria esportiva chegam a 26 vezes. Assinaturas piratas de IPTV ficam na faixa de até dez vezes mais risco.
O estudo também destaca que, no mercado brasileiro, há grande circulação de dispositivos de streaming ilegais (ISDs), importados já com malware ou sistemas inseguros de fábrica, facilitando o comprometimento de redes domésticas.
Segundo a Motion Picture Association, os dados evidenciam a necessidade de fortalecer estratégias públicas e privadas de proteção ao ambiente digital e, por consequência, valorizar as obras audiovisuais originais.
Imagem: Canva
