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Antipirataria

EUA pressionam Taiwan para proibir Ubox

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Os Estados Unidos (EUA) estão entrando mais forte na briga contra a pirataria. O país tem pressionado a China para acabar com a pirataria que sai da Ásia. Isso porque a TV Box Ubox, considerada ilegal, ganhou tanto espaço em Taiwan que até políticos e empresários já foram vistos utilizando-a. No entanto, as autoridades chinesas não parecem ter interesse nas denúncias americanas.

Há alguns anos, o United States Trade Representative (USTR), agência que cuida do comércio externo norte-americano, descreveu a pirataria em Taiwan como “desenfreada”, mas saudou as emendas à lei de direitos autorais, em 2019, que criminalizavam o fornecimento de aplicativos de pirataria.

Na virada da década, o uso de decodificadores piratas atingiu quase 30% da população taiwanesa, com as caixinhas Ubox. Fabricadas na China pela Unblocktech, elas funcionam bem e contêm software que dá acesso a uma grande variedade de conteúdo como filmes e programas de TV piratas, diretamente da caixa ou pós instalados.

Com isso, a empresa ganhou muita visibilidade e colocou em cheque a aplicabilidade da lei que criminalizava esse tipo de negócio.

E, os Estados Unidos – que anualmente destacam os países violadores de seus padrões de proteção de direitos autorais como a China – não gostaram desse aumento na pirataria.

Leis de Direitos Autorais

Em um extenso documento – segundo matéria do Tecnoblog – um grupo de Hollywood escreveu diretamente ao USTR que “a China é a principal fonte na fabricação e exportação de dispositivos que permitem a instalação de aplicativos infratores de terceiros […]. Essa prática comercial ilegal permite que consumidores acessem conteúdo pirata.”

Após um trabalho no início deste ano, o Yuan Legislativo aprovou um conjunto de emendas para fazer com que Taiwan aderisse a Lei de Direitos Autorais, ao Acordo Compreensivo e Progressivo para a Parceria Transpacífica (CPTPP).

Em relação aos decodificadores, a lei de direitos autorais, abrange os seguintes atos relacionados a conteúdo não licenciado, se cometidos intencionalmente:
– Fornecer software que possa ser usado para transmitir publicamente conteúdo protegido por direitos autorais
– Fornecer software que agregue trabalhos infratores disponibilizados por terceiros
– Auxiliar no uso de software para acessar trabalhos infratores disponibilizados por terceiros
– Receber benefício da transmissão de conteúdo protegido por direitos autorais
– Fabricação, importação ou venda de dispositivos pré-configurados para pirataria

Outra mudança é que certos crimes relacionados à pirataria digital podem ser perseguidos pela polícia sem que os detentores de direitos tenham que apresentar uma queixa oficial.

As emendas legais de Taiwan serão assinadas no devido tempo, mas a MPA (Motion Picture Association) deve pressionar por mais mudanças na lei, incluindo a introdução de liminares que obriguem os ISPs a bloquear o acesso a sites piratas.

China e Ubox

Enquanto Taiwan tenta proibir dispositivos Ubox, o problema permanece, com a China sendo fabricante e fornecedora dos produtos e as autoridades chinesas só se preocupando quando um crime ocorre dentro do seu país.

No momento, o fabricante da Ubox tem vendido o produto vazio, sem filmes, séries ou canais ao vivo pré-instalados, mostrando uma tentativa de adequação às leis taiwanesas, uma vez que, se não contiverem conteúdos piratas, estão aptos a serem comercializados no país. Embora o dispositivo completo esteja disponível mundo afora.

Além disso, o dispositivo Ubox é baseado na tecnologia Android, que não tem barreiras para softwares, são de fácil configuração e simples de encontrar. De acordo com as análises dos compradores da Amazon, estão disponíveis carregados com conteúdos como filmes, séries, entre outros, para compra nos Estados Unidos.

Mas, as autoridades chinesas não parecem particularmente interessadas no fabricante da Ubox, apesar da sua publicidade e das alegações do IIPA (International Intellectual Property Alliance) de que a empresa tem 500 agentes e distribuidores em todo o mundo. De acordo com a MPA, isso é em parte um problema com a lei chinesa.

(Com informações do site TorrentFreak)

O blog “Sou Legal” foi criado para informar e discutir os riscos e impactos do acesso ilegal aos canais de TV por assinatura.

Antipirataria

Brasil vence prêmio da UIT por inovação da Anatel no combate à pirataria

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Brasil vence prêmio da UIT por inovação da Anatel no combate à pirataria

O Brasil ganhou mais um prêmio internacional por seu combate à pirataria audiovisual. O país conquistou o WSIS Prizes 2026, concedido pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), órgão da Organização das Nações Unidas (ONU), por meio das atividades do Laboratório de Inovação em Tecnologias Emergentes da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Fonte: Tela Viva  I Por Fernando Lauterjung I    Imagem: Pixabay

A iniciativa é liderada por fiscais de campo da agência, que desenvolvem ferramentas digitais voltadas para o monitoramento de espectro, conformidade e supervisão regulatória. O foco do projeto está na criação de soluções práticas para aprimorar a eficiência, a precisão e a capacidade de resposta das ações da Anatel.

Entre as principais tecnologias empregadas estão os sistemas automatizados de detecção e classificação de emissões de radiofrequência. O laboratório também utiliza raspagem de dados da internet combinada com análise de informações e inteligência artificial para monitorar as vendas de equipamentos de telecomunicações em mercados online. As ferramentas de apoio analítico à fiscalização permitem uma identificação mais rápida das irregularidades, o direcionamento otimizado de recursos e tomadas de decisão mais consistentes.

Segundo a descrição oficial da iniciativa, os resultados englobam melhorias em eficiência operacional, com a redução da carga de trabalho manual e o aumento da qualidade nas inspeções. O alcance do projeto ultrapassa os limites internos da agência e colabora para a entrega de serviços mais confiáveis, mitigação de interferências e a promoção de um ambiente comercial mais justo e equilibrado.

Com o fortalecimento da capacidade de regulação do Estado, o uso dessas tecnologias emergentes beneficia indiretamente a sociedade, sobretudo as populações desassistidas que dependem de uma conectividade acessível e segura.

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Sites piratas de anime são mais perigosos que golpes online, diz jornal

Sites piratas de anime são mais perigosos que golpes online, diz jorna Folha de São Paulo

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Imagem: Canva

Sites P2P podem ter até 100 vezes mais riscos de conter malware, diz estudo

Fonte: Omelete I Igor Pontes

Uma reportagem da Folha de São Paulo divulgou um estudo sobre os riscos da pirataria digital no Brasil. A pesquisa concluiu que sites piratas podem oferecer até cem vezes mais perigo do que plataformas regulares.

Entre os malefícios possíveis estão downloads não solicitados, comprometimento da rede e infecção por malware — softwares maliciosos que danificam e roubam dados. Os ambientes mais perigosos incluem redes de compartilhamento, plataformas de anime, portais fraudulentos e sites de streaming piratas.

O levantamento foi assinado por Paul A. Watters, da Universidade Macquarie, na Austrália, e divulgado pela Motion Picture Association, organização que representa os principais estúdios de cinema e televisão de Hollywood. A pesquisa analisou os trinta sites piratas mais populares em sete categorias e comparou os resultados com plataformas legais. Na média, os sites piratas apresentaram risco 29 vezes maior.

A disparidade varia conforme o tipo de serviço. Sites P2P (torrent) podem ser até cem vezes mais arriscados. Plataformas de anime chegam a oitenta vezes mais risco. Sites de golpes atingem 67 vezes, e portais de streaming pirata, 63 vezes. Retransmissões ilegais de IPTV (canais de TV) podem ser 35 vezes mais perigosas, enquanto sites de pirataria esportiva chegam a 26 vezes. Assinaturas piratas de IPTV ficam na faixa de até dez vezes mais risco.

O estudo também destaca que, no mercado brasileiro, há grande circulação de dispositivos de streaming ilegais (ISDs), importados já com malware ou sistemas inseguros de fábrica, facilitando o comprometimento de redes domésticas.

Segundo a Motion Picture Association, os dados evidenciam a necessidade de fortalecer estratégias públicas e privadas de proteção ao ambiente digital e, por consequência, valorizar as obras audiovisuais originais.

Imagem: Canva

 

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