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TI Inside: 85 aplicativos maliciosos da Google Play foram baixados mais de 8 milhões de vezes

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A TI Inside, publicação especializada em inovações sobre tecnologia, publicou matéria sobre uma nova família de adware no Google Play, identificada pela Trend Micro. Chamada de AndroidOS_Hidenad.HRXH, os falsos apps se disfarçavam de aplicativos de fotos e jogos. Além dos típicos métodos de adware, que consistem na exibição de anúncios difíceis ou impossíveis de se fechar, essa ameaça utiliza técnicas únicas para evitar sua detecção a partir de gatilhos baseados no tempo e no comportamento do usuário.

No total, os 85 aplicativos maliciosos da Google Play foram baixados mais de oito milhões de vezes. Eles se passavam por apps de jogos e fotografia e usavam técnicas avançadas de evasão. Após o download, a ameaça esperava mais de 30 minutos para agir e então escondia o ícone do aplicativo, e impedindo que o app fosse desinstalado ao ter seu ícone arrastado para a seção “desinstalar” da tela.

Embora os aplicativos tenham as funcionalidades reais das aplicações de que se disfarçam, os anúncios são mostrados em toda a tela, forçando os usuários a visualizar toda a duração do anúncio antes de conseguir fechá-lo ou voltar ao próprio app. Além disso, a frequência com que eles são exibidos pode ser configurada remotamente pelo fraudador, o que poderia aumentar o incômodo dos usuários.

Após a identificação da ameaça, a Trend Micro alertou o Google, que já removeu os aplicativos. Veja a matéria da TI Inside

O blog “Sou Legal” foi criado para informar e discutir os riscos e impactos do acesso ilegal aos canais de TV por assinatura.

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Operação 404 combate crimes contra a propriedade intelectual

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A imprensa repercutiu nesta manhã, sexta-feira (1), a Operação 404 realizada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). A ação visa combater crimes praticados contra a propriedade intelectual. O nome faz referência ao número do protocolo HTTP — que indica que uma página virtual não foi encontrada ou conectada com um servidor. Veja o vídeo do MJSP.

De acordo com o site UOL, a operação cumpre 30 mandados de busca e apreensão em 12 estados brasileiros e tem o objetivo de bloquear ou suspender 210 sites e outros 100 aplicativos de streaming ilegal de conteúdo.
Além disto, as autoridades pretendem fazer a “desindexação de conteúdo em mecanismos de busca e remoção de perfis e páginas em redes sociais”.

A operação é integrada com as polícias de 12 estados do país: Amazonas, Bahia, Espirito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Paraíba, Pernambuco, Santa Catarina e São Paulo.

De acordo com o site G1, os dez websites piratas com o maior volume de tráfego no Brasil receberam, no ano de 2018, 1,3 bilhão de visitas. Esses websites piratas receberam R$ 17 milhões em receitas publicitárias entre agosto de 2015 e agosto de 2016. A estimativa é que existam cerca de 4,2 milhões de sinais piratas de TV no Brasil, e o prejuízo passa de R$ 9 bilhões ao ano.

O MJSP diz que a Operação 404 está sendo realizada com a ajuda de vários órgãos, entre eles a Ancine, o Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitos contra a Propriedade Intelectual (CNCP), as associações de proteção à propriedade intelectual no Brasil, a embaixada dos EUA no Brasil e o Departamento de Justiça dos EUA.

Veja a cobertura do Bom Dia Brasil sobre o assunto.

 

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Teletime: a neutralidade de rede e o combate à pirataria na TV Paga

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Na publicação online Teletime, dedicada ao mercado de telecomunicações, o jornalista Samuel Possebon faz uma análise sobre a pirataria de TV por assinatura no Brasil e o que tem contribuído para o seu avanço.

As caixas piratas são hoje um dos principais fatores de erosão dessa indústria. Elas oferecem centenas de canais distribuídos por IP, sem autorização dos titulares dos conteúdos. E sem nenhuma remuneração para a cadeia audiovisual que produz estes canais. 

O autor sugere que talvez a única solução para este problema seja dar ao operador de banda larga algum “poder de polícia” sobre aquilo que trafega nas redes. O que significa discutir limites ao conceito de neutralidade de rede, uma das pedras fundamentais do Marco Civil da Internet.

Para isso, a legislação brasileira precisaria ser alterada. Mais do que isso, seria necessária uma coordenação entre todos os operadores e os detentores dos direitos dos conteúdos. A mudança na legislação por si só é um tema complexo. A neutralidade de rede é considerada uma das grandes conquistas dos direitos civis da Internet brasileira. Mas é uma construção jurídica que já não atende a algumas situações que se apresentam nos dias de hoje. E o combate à pirataria de TV por assinatura é uma delas.

Números falam por si

A gravidade numérica da pirataria de conteúdos é demonstrada nos estudos da Associação Brasileira de Televisão por Assinatura. Estima-se que 4,5 milhões de domicílios recebam canais de TV paga por meio de serviços clandestinos, o que gera um prejuízo anual na casa dos R$ 8,7 bilhões para toda a cadeia.

A pirataria de TV por assinatura está afetando diretamente toda a indústria audiovisual, afeta o mercado de esportes e detentores de direitos. Prejudica também o mercado de telecomunicações em um serviço que tem 16,5 milhões de assinantes.  Além de crime, a pirataria cria desemprego e prejudica o recolhimento de tributos. Hoje, o modelo legal da Internet brasileira é um limitante para o combate a este tipo de prática, uma situação que merece reflexão. Leia a análise completa.

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